quinta-feira, fevereiro 23, 2006
terça-feira, fevereiro 21, 2006
INSANIA #2
Enterrada no sofá de promoção, magicava, entregue ao delírio de um Martini comme il faut. O dia estava já passado e nem tinha corrido muito mal... A nomeação a product manager era algo que perseguia fazia tempo e sem dúvida que o último meeting com a administração a tinha feito ganhar pontos. Completava-se quase um ano desde a sua muito comentada saída do laboratório nortenho e a chegada à capital tornara-se, no mínimo, interessante. "A star has born!", dizia-se abertamente entre as extensões das Secretárias e os cadeirões da administração. Atraente, mais roupa que competente, num ápice, meio às cegas, conseguira inverter a normalidade do dia a dia, vivendo mais noite a noite. E sem remorsos. A "classe" era bem mais fácil de alcançar nas jantaradas e beberetes tardios do que nas fatídicas visitas diárias. Jogando o corpo para trás alcançou o telemóvel que, insistente, vibrava no tampo da mesa. Leu rapidamente o sms e não pôde deixar de sorrir. Mais uma mensagem de felicitações. O número de novos colegas mais próximos ia subindo o que atestava a sua gigantesca popularidade. Mais um gole no vermute e o aparelho faz iluminar o écran. Vibra. Mensagem nova. Ler? Escolher! "can anybody find their home? Out of everyone can anybody find their home?" Aos estilhaços do copo partido depositou-se uma casquinha de limão, entornou-se um pouco de líquido rosso e resquícios de gelo. Em choque/pânico releu a mensagem tremendo/assustada. Desconcertante conteúdo para já quase esquecido remetente. Insegura/receosa olhou à sua volta. Estava em sua casa. Com as suas coisas. Com a sua vida. Composta. Bem composta. O norte tinha ficado para trás. Tinha mudado. Fez por mudar. Fez-se mudada. Mas aquela mensagem... ali? Não tinha ficado tudo esclarecido? Não haviam declarado a incompatibilidade? Assumido a certeza do desastre? Sentiu-se gelar. Olhou em volta, outra vez. Desconfortável. Notou com raiva que havia começado a chorar. Lentamente encostou a fronte na ponta dos dedos e, sem se aperceber, impeliu o pescoço de forma a que toda face aterrasse na palma das mãos. Involuntariamente passou os dedos por entre os finos cabelos. Debruçada como estava as lágrimas foram caindo nos estilhaços de vidro... primeiro com força, depois escorrendo até ao chão. Sozinha, sentindo-se estranha, deixou que o medo a enfraquecesse. Lembrou-se de fumar mas já não fumava desde que rumou ao sul. Talvez um cigarro esteja por aí esquecido nas caixas das mudanças? Levantou-se, decidida, passo mais largo para não pisar os vidrinhos. Olhou naturalmente pela janela. Dava para as traseiras do condomínio, a zona do estacionamento. Do outro lado, num andar semelhante ao seu, num piso à mesma altura do seu, de uma janela igual à sua, um corpo nú feminino arrombou as defesas da janela e, sorrindo, lançou-se no vazio. Sem reacção, limitou-se a acompanhar com a cabeça o vôo suicida. A queda foi rápida. Veloz de mais para se horrorizar. Olhou com estranheza para a massa inerte no asfalto. Num gesto, meneou a cabeça para a esquerda alinhando-a com a outra que, lá em baixo, voltada para cima, fazia nascer já uma negra e espessa auréola.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Mac Rumors
As recentes patentes pedidas pela Apple, e descobertas há pouco tempo, ganham uma nova interpretação com um vídeo que o Mac Rumors destaca. O vídeo demonstra o resultado das pesquisas de Jeff Han no desenvolvimento de ecrãs que aceitem múltiplos toques.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Eu sei... eu sei...
É que não tem dado mesmo... Não sei bem como é que isto aconteceu mas a minha vida parece que encontrou um buraco negro e PFF!!! deixei de ter qualquer controlo sobre a minha vida. São as obrigações, dizem-me com ar paternalista!
Fica aqui o meu pedido de desculpas por ter deixado de postar.
É verdade! A Brigite acabou o estágio e já é Advogada. Parabéns!
Fica aqui o meu pedido de desculpas por ter deixado de postar.
É verdade! A Brigite acabou o estágio e já é Advogada. Parabéns!


